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Cinema Nacional: “Que Horas ela volta?”

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  “Que Horas ela volta?” ,  2015  (Drama/Comédia) . Direção: Anna Muylaert. Regina Casé interpreta uma doméstica que veio para São Paulo e, como doméstica, quer proporcionar uma vida melhor para sua filha que ficou em Pernambuco. A garota vem para São Paulo para fazer vestibular e toda a vida de Val muda com a chegada da filha, seu temperamento e dificuldade de compreender a realidade da mãe, gerando uma série de conflitos que traz à tona sua relação com os patrões e mudanças significativas em sua jornada.   “É possível imaginar que o público brasileiro também se identificará com este filme. Muitas pessoas poderão enxergar em tela as próprias famílias, ou as famílias de pessoas que conhecem. As comédias de cunho social são raríssimas no cinema brasileiro, principalmente com a qualidade e profundidade de  Que Horas Ela Volta?  Resta torcer para que a obra represente aquela faixa de mercado tão necessária e tão ausente na nossa cinematografia: a dos “fil...

Sugestões da semana:

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Animação: “Wall-E”,  2008. Direção: Andrew Staton. Esse é mais uma animação da Pixar para todas as idades e repleta de reflexões. A simpática história de um robô, catador de lixo, deixado aqui na terra, completamente despovoada devido a quantidade de lixo e gases tóxicos, pois a humanidade já havia partido numa gigantesca nave. Com pequenas chamadas de atenção para o futuro que construímos, nós acompanhamos o romance entre Wall-E e Eva, um robô moderno, cujo nome é simbólico e a compreensão do mesmo se percebe pela trama. Divertido e inteligente.  “ Há diversas cenas que impressionam, especialmente as situadas no espaço. Uma em especial merece destaque: o balé de Wall-E e Eva, quando se divertem voando do lado de fora da nave. É uma cena mágica, pela junção precisa da beleza visual e emocional. Neste momento o filme já mudou bastante sua história, trazendo à tona o que aconteceu com os humanos que abandonaram a Terra. E aqui vem mais uma grande ideia da Pixar, com uma anális...

Cinema Nacional: À Beira do Caminho (2010)

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“À Beira do Caminho” , 2010. Direção: Breno Silveira. Esse ‘road movie’ (filmes que têm uma viagem ou estrada como elemento de ambientação) nacional, embalado pelas músicas de Roberto Carlos, além do título, que ilustram a trajetória de um homem que vê os dias passarem pelas estradas do Brasil. Ele carrega consigo e ao mesmo tempo tenta tomar distância de um drama do passado. A solidão da estrada mantém aberta uma ferida que aquele homem traumatizado não deseja cicatrizar. Na estrada ele encontra um garoto que busca o pai que nunca conheceu e numa aproximação paciente conquista a simpatia do caminhoneiro e o ajuda a resgatar os sentimentos até então adormecidos.  “A história do longa não é inédita e já foi vista muitas vezes na tela do cinema: o herói amargurado que encontra redenção com o apoio da espontaneidade e a vontade de viver de uma criança. Mas é na falta de pretensão que reside o ponto forte do filme, que prova que a descomplicação e a simplicidade também são capazes de c...

Cinema Nacional

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“Saneamento Básico – O Filme”,  2007. Direção: Jorge Furtado. Essa comédia fortemente marcada por uma crítica social e política, traz para nós, de modo muito simples, a história de uma família do sul do país que tem que lidar com uma fossa formada por esgoto a céu aberto. Eles vão na prefeitura buscar uma solução; esta, por sua vez, não tem verba para resolver o problema. Mas lá eles ficam sabendo que existe uma verba disponível para produção de um vídeo de ficção. A solução, portanto, seria levantar o dinheiro do vídeo, gastar o mínimo possível em sua realização, e aplicar o restante no encanamento da fossa.  “De fato, qualquer coisa é mais importante que a cultura... Aquilo que poderia ser uma comédia clássica se transforma numa divertida reflexão sobre o sentido social do cinema, sua linguagem e condições de produção. Chega a ser comente o prazer com que os personagens se envolvem na feitura do roteiro e nas filmagens de uma hilariante história de horror chamada  O mon...

Cinema Nacional:

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  Nosso cinema passou por várias mudanças ao longo do tempo procurando sua própria identidade, tantas vezes influenciada pelo cinema americano, como em outros países. Se deixarmos de lado o preconceito poderemos encontrar muitas histórias surpreendentes e muito próximas de nosso dia a dia, que por vezes pode causar certo incômodo, como que a exigir um posicionamento. Nos cinemas (salas), se sofre muito com o monopólio das redes americanas que limitam, e muito, a circulação das produções nacionais. O que prevalece “são histórias pouco comprometidas e convencionais, geradoras de um entretenimento sem maiores consequências. O chamado happy end é, geralmente, a fórmula mágica que despacha o público para as agruras da vida real, sem que as pessoas tenham motivação para refletir sobre o que acabaram de ver” (José Tavares de Barros – crítico de cinema). É verdade que nem tudo é ouro ou prata, às vezes é preciso “garimpar” um pouco. A CNBB criou, desde 1967, o prêmio Margarida de Prata pa...